segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Produzir e consumir em harmonia com a natureza

Viver em harmonia com a natureza é ter compromisso e responsabilidade tanto com as gerações atuais e com todos os seres vivos, sobretudo aqueles mais desprotegidos e excluídos, como também com as futuras gerações.
     Sobre esse tema, que será amplamente debatido durante a Campanha da Fraternidade 2011, conversamos com Euclides André Mance.


Euclides André Mance,
do Instituto de Filosofia da Libertação e do Portal Solidarius, Curitiba, PR.
Endereço eletrônico: euclidesmance@yahoo.com
Site: www.solidarius.com.br

Mundo Jovem: O que está acontecendo com o nosso planeta atualmente?
Euclides André Mance: Em dois bilhões de anos a natureza foi diversificando a vida complexa, gerando uma grande biodiversidade em todo o planeta. A emergência da espécie humana faz parte desse percurso. O nosso coração que bate é parte da natureza. O sangue que circula pelo nosso corpo é parte da natureza. Mas o capitalismo converteu a natureza em capital natural. Converteu a vida em algo que deve gerar lucro, para que alguns possam acumular mais riquezas, não se importando se o equilíbrio dos ecossistemas está sendo degradado.
     Essa lógica de negação da dimensão natural da existência humana, essa cultura de subordinar a vida à acumulação de capital levou a um processo de degradação dos ecossistemas em todo o planeta. Milhares de espécies estão sendo extintas. A vida humana está sendo ameaçada. Mais de um bilhão de pessoas passam fome no mundo e as tecnologias insustentáveis continuam a se desenvolver de forma cada vez mais danosa aos ecossistemas.

Mundo Jovem: Podemos afirmar que vivemos uma crise ecológica?
Euclides André Mance: Exatamente. E precisamos compreender, em primeiro lugar, que a nossa vida depende do ar que a gente respira, depende da água que a gente bebe, depende da comida que nos alimenta e que se transforma em nosso sangue, em nosso corpo. Sem essa percepção de que somos parte da natureza, não haverá solução para a crise ecológica.
     Em segundo lugar, é necessário superar a lógica econômica que reduz a natureza a um recurso a ser explorado como capital natural. A vida que, durante dois bilhões de anos veio se diversificando, se sustentando e se reproduzindo em tantas formas diferenciadas, corre o risco agora, em algumas décadas, de marchar para a extinção de milhares de espécies devido aos impactos do desenvolvimento tecnológico insustentável nos ecossistemas, com o efeito estufa, com as chuvas ácidas, com toda a degradação do solo, com o progressivo esgotamento de ciclos naturais autopoiéticos (que se sustentam).

Mundo Jovem: Que alternativas temos?
Euclides André Mance: É fundamental praticar um outro tipo de consumo e de produção, que sejam sustentáveis. É a relação solidária entre as pessoas para o bem-viver de todos que deve dar sentido e limite à consumação das coisas e à proteção dos ecossistemas. Os produtos e serviços devem ser compreendidos como meios materiais para a realização do bem-viver. Não se trata de consumir para ostentar poder. Mas de consumir para realizar o bem-viver das pessoas e coletividades, em equilíbrio e harmonia com os ecossistemas.
     A economia solidária é uma alternativa, pois ela é economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente sustentável. É preciso modificar a forma de consumo. Parar de consumir produtos que são tecnologicamente danosos ao planeta. Quando nós compramos um produto da economia solidária, a riqueza gerada vai ser distribuída entre os trabalhadores, em empreendimentos que não têm nem patrão, nem empregado. E esses valores vão ser utilizados para promover o bem-viver dos trabalhadores e consumidores, das comunidades, das pessoas, de modo tal a assegurar a vida de cada um e o direito à felicidade.Continue a leitura, clicando aqui.

A DIREITIZAÇÃO AVANÇA NA USP: PRIVATIZAÇÃO, RETROCESSO E ARBÍTRIO

Cinco dos mais eminentes professores da Universidade de São Paulo advertem que a ofensiva da direita, por meio de medidas arbitrárias, abusivas, grotescas e respaldadas pelo entulho ditatorial, está levando a instituição ao caos.
Subescrevo e reproduzo na íntegra esta manifestação de inconformismo diante de mais uma recaída autoritária.
 
Resistir é preciso. Sempre!

 A USP CONTRA O ESTADO DE DIREITO
"Um estatuto que permanece intocado mesmo após o fim do regime militar e um reitor que tem buscado a qualquer custo levar a efeito um projeto privatizante estão conduzindo a USP ao caos.

Após declarar-se pelo financiamento privado e pela reordenação dos cursos segundo o mercado, o reitor vem instituindo o terror por intermédio de inquéritos administrativos apoiados em um instrumento da ditadura (dec. nº 52.906/ 1972), pelos quais pretende a eliminação de 24 alunos.
...ultimamente ficou assim (quase igual).
Quanto aos servidores, impôs, em 2010, a quebra da isonomia salarial, instituída desde 1991, e, para inibir o direito de greve, suspendeu o pagamento de salários, desrespeitando praxe institucionalizada há muito na USP.
Agora, em 2011, determinou o "desligamento" de 271 servidores, sem prévio aviso e sem consulta a diretores de unidades e superiores dos "desligados". Não houve avaliação de desempenho. Nenhum desses servidores possuía qualquer ocorrência negativa. As demissões atingiram técnicos na maioria com mais de 20 anos de serviços prestados à universidade.
O ato imotivado e, portanto, discriminatório, visou, unicamente, retaliar e aterrorizar o sindicato (Sintusp), principal obstáculo à privatização da USP desde a contestação aos decretos do governo Serra, em 2007. Mas o caso presente traz outras perversidades.
Todos os demitidos já se encontravam aposentados, a maioria em termos proporcionais.
Na verdade, foram incentivados a fazê-lo por comunicação interna da USP, divulgada após as decisões do STF (ADIs nº 1.721 e nº 1.770), definindo que a aposentadoria por tempo de contribuição não extingue o contrato de trabalho.
A dispensa efetivada afrontou o STF e configurou uma traição ao que fora ajustado, chegando-se mesmo a instituir um "Termo de Continuidade de Contrato em face da Aposentadoria Espontânea".
Nem cabe tentar apoiar a iniciativa no art. 37, parágrafo 10, da Constituição, que prevê a impossibilidade de acumular provento de aposentadoria com remuneração de cargo público, pois esses servidores eram "celetistas", ocupantes de empregos públicos, e suas aposentadorias advinham do Regime Geral da Previdência Social, e não de Regime Especial. Clique aqui e continue a leitura.

Paulo Freire, o libertador

* Por Max Milliano Melo

Do Correio Braziliense

O pernambucano revolucionou a educação, que deixou de ser a simples transmissão de conteúdo para ser encarada como uma forma de transformação da vida. Sua obra influenciou especialistas do mundo todo, principalmente nos países mais pobres.

Para o que serve a educação? Para ler corretamente? Para contar sem errar? Para escrever sem dificuldade? Muita gente pode achar que é apenas para isso, mas Paulo Freire acreditava que a educação servia para muito mais. Para ele, mais que entender como somar, dividir ou decodificar os sons das letras, na escola se deveria ganhar o passaporte para a dignidade. Fundador da pedagogia da libertação, o filósofo e pedagogo pernambucano entrou para a história como o fundador de uma nova linha de pensamento em que lápis e livros tomam o lugar das ferramentas na luta por uma vida melhor.

Nascido em uma família de classe média de Recife, em 19 de setembro de 1921, Paulo Reglus Neves Freire poderia ter levado uma vida de conforto, protegido dos males do mundo. No entanto, quando tinha 8 anos, a crise desencadeada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York, que levou ao período de depressão da década de 1930, apresentou ao menino bem nascido uma realidade comum a muitos brasileiros: a fome. Dizem que as experiências vividas na infância são para a vida toda. Com o garoto Paulo não foi diferente. Mesmo com a recuperação da economia, que levou sua família de volta à classe média, as marcas ficaram no seu modo de pensar.

Ao se formar em direito, pela Universidade de Recife, em 1946, o pensador decidiu que não seguiria a carreira. Decidiu tornar-se educador em uma escola de ensino médio na periferia da cidade. Por se destacar como docente, acabou sendo nomeado chefe do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social de Pernambuco, cargo que lhe possibilitou realizar suas primeiras experiências na alfabetização de jovens e adultos. "Até então, tudo que se tinha na área pedagógica era voltado para crianças, enquanto o número de adultos analfabetos no país só crescia e nenhum política era elaborada para esse público", lembra Maria Madalena Torres, educadora popular do Centro de Educação Paulo Freire de Ceilândia.

Diante dessa realidade, o pernambucano iniciou os primeiros programas educacionais do país voltados exclusivamente para adultos. O resultado foi tão bom que, em 1961, Freire foi nomeado chefe do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, no ano seguinte, desenvolveu um de seus trabalhos mais marcantes: criou um método que permitiu alfabetizar um grupo de 200 cortadores de cana-de-açucar em apenas 45 dias.

A experiência bem-sucedida com os cortadores resultou no que é conhecido hoje como Método Paulo Freire. "Apesar do nome, não se trata de um método e sim de um complexo sistema no qual a educação é instrumento de desenvolvimento do adulto", conta Maria Madalena. O diferencial do instrumento freiriano foi aproximar educadores e metodologia da realidade do aluno, aumentando o interesse dos educandos e diminuindo drasticamente a evasão escolar, um dos principais problemas da educação de jovens e adultos (EJA) até hoje. Clique aqui e continue a leitura.

Democracia e riqueza: não se pode ter ambas

Louis Brandeis, juiz da Suprema Corte, disse: “Podemos ter democracia ou riqueza concentrada, mas no podemos ter ambas as coisas”. De acordo com a fórmula de Brandeis, a proposta tributária do presidente Obama é um fracasso. Ao ampliar os cortes de impostos do governo Bush para os ricos e ao instituir um imposto altamente debilitado sobre a propriedade, mais riqueza fluirá para as mãos do 1% mais rico e, dentro desse índice, para o décimo mais rico desse 1%. Esse setor utiliza sua riqueza e força para apoiar mudanças de políticas públicas que concentram ainda mais a riqueza. Agora nos encontramos no que pode ser caracterizado como “espiral letal rumo à plutocracia”. O artigo é de Chuck Collins.
Em 2010, uma prova fundamental de moral para uma política pública é: ela [a política] concentra ainda mais a riqueza e o poder nas mãos de uns poucos? Ou dispersa a riqueza e o poder concentrado e reforça as possibilidades de uma sociedade democrática com maior igualdade, melhor saúde, bem estar, prosperidade compartilhada e sustentabilidade ecológica? Ela nos move na direção da plutocracia ou da paz e prosperidade.

Louis Brandeis, juiz da Suprema Corte, disse: “Podemos ter democracia ou riqueza concentrada, mas no podemos ter ambas as coisas”. De acordo com a fórmula de Brandeis, a proposta tributária do presidente Obama é um fracasso. Ao ampliar os cortes de impostos do governo Bush para os ricos e ao instituir um imposto altamente debilitado sobre a propriedade, mais riqueza fluirá para as mãos do 1% mais rico e, dentro desse índice, para o décimo mais rico desse 1%. Clique aqui e continue a leitura.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Resoluções do III Congresso Nacional do Movimento Mudança - Educação – Proposta 04

O novo PNE – mais ousadia para educação superior - 
 
O Plano Nacional de Educação, lançado em dezembro de 2010 a partir dos debates da CONAE, buscou elencar as diretrizes e metas para a educação até 2020. O PNE será votado no Congresso Nacional e é tarefa do movimento estudantil, de forma unitária com outros movimentos educacionais, apresentar emendas e disputar a melhoria do plano.
A UNE tem como marca a defesa da educação publica brasileira. Dedicou grande parte de suas energias na construção de propostas para transformar a universidade brasileira e colocá-la a serviço de toda sociedade. Em especial no último período, investiu decisivamente na construção do seu Projeto de Universidade aprovado no 12º Coneb de Salvador e participou de forma protagonista na organização e na aprovação de resoluções vitoriosas da Conferência Nacional de educação. Tais ações impõem à entidade a tarefa de participar e propor avanços na discussão do PNE e das metas do estado brasileiro nos próximos 10 anos.
Algumas características mais gerais de plano precisam ser compreendidas antes de apontar perspectivas para o ensino superior. O novo PNE aponta uma prioridade de esforços para a educação básica em todos os níveis. Desta maneira, induz todo o sistema educacional, incluindo as universidades, para o desafio de qualificar e atuar para a melhoria da educação básica pública no país. Desta maneira, a referência ao ensino superior tem recorte claro na necessidade de se qualificar e fortalecer os cursos de licenciatura como forma de qualificar o corpo docente de toda a rede.
Segunda característica é a valorização da relação educação e mundo do trabalho, ou seja, educação entrelaçada com o projeto de desenvolvimento econômico-social do país. Essa diretriz deve ter consequência desde a reformulação do ensino médio, de forma a torná-lo mais atrativo e funcional para a juventude, até a garantia da permanência da juventude nesta modalidade de ensino, diminuindo as altas taxas de evasão existentes hoje e impedindo a entrada precoce e precária da juventude no mundo do trabalho.
Por fim, suas metas apontam no sentido da ampliação do acesso a educação pública com qualidade em todos os níveis. A busca da qualidade da educação, através da valorização dos profissionais da educação e do fortalecimento de mecanismos como o SINAES, e as metas de ampliação do acesso a educação, como universalização do ensino médio e a meta de se incorporar 33% da juventude de 18 a 24 no ensino superior e a valorização da carreira do magistério, são sinalizações fundamentais para os desafios brasileiros.
Esse breve balanço deve servir para posicionar melhor nossas contribuições ao PNE. Acreditamos que o fato do plano estar, corretamente, voltado para a melhoria da educação básica no Brasil, reforça a importância de que não descuidemos dos outros níveis da educação. As metas referentes ao ensino superior, embora algumas ousadas, apresentam pouca definição sobre as estratégias para implementá-las. Nesse sentido, entendemos que a Universidade cumpre papel fundamental na articulação do Sistema Nacional de Educação, inclusive, desempenhando a importante tarefa de formação de professores.
No caso do ensino pago, precisamos lutar pela incorporação de mais elementos que sinalizem no sentido da regulação e do controle da qualidade. Hoje 74,9% das matrículas se encontram no setor privado da educação. São milhares de estudantes convivendo, na maioria das
universidades, com ensino de baixa qualidade, sem garantia de políticas de pesquisa e extensão, abusos e desrespeitos constantes, como no caso dos aumentos descontrolados das mensalidades. Regulamentar e colocar sobre a égide do estado tal setor do ensino superior, tendo como objetivo fundamental a reversão da discrepância das matrículas com o setor público é tarefa importante colocada ao próximo Plano Nacional de Educação.
Fato bastante negativo e que será alvo principal da disputa que o movimento estudantil deverá travar é a questão do financiamento. O PNE propõe 7% do PIB para a educação como meta, quando a bandeira histórica de todo o movimento educacional é de progressivamente atingir o investimento de 10%. Os 50% do Fundo Social do Pré-Sal aplicados na educação, vetados recentemente, seriam um importante passo no alcance do patamar de 10% do PIB. Defenderemos a reincorporação dessa bandeira no plano. Assim, iremos as ruas nos dias 21 a 25 de março de 2011 em uma grande Jornada de Lutas Nacional capaz de unir alunos, professores e movimentos sociais em defesa de uma educação à altura das necessidades deste novo Brasil que tenha como centro a bandeira de 10% do PIB para a Educação e 50% do Pré-Sal para a Educação.

 
Assim defendemos:

 
 Ampliar progressivamente o investimento público em educação, iniciando com a aplicação de 7% PIB de forma imediata e 10% do PIB até 2014;
 Destinar 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação;
 Plano de ampliação das públicas, com metas permanentes de ampliação de 5 em 5 anos contribuindo para a meta de chegar em 2020, com 40% dos jovens de 18 a 24 anos no ensino superior, sendo 60% da oferta de vaga nas instituições públicas como aprovado na resolução da CONAE;
 Destinar 1,5% do orçamento global do MEC para o Plano Nacional de Assistência Estudantil, além de assegurar 14% dos orçamentos de cada universidade pública para a rubrica de Assistência Estudantil;
 Constituir de um fundo garantidor do FIES de forma a dispensar progressivamente a exigência de fiador até 2014;
 Adotar políticas afirmativas, na forma de lei, como o PL 73/99 da Reserva de Vagas para estudantes de escolas públicas;
 Aprimorar o ENEM em constante diálogo com universidades, entidades do movimento educacional e governo;
 Garantir que o ensino médio neste novo PNE seja para o aprofundamento da qualidade da educação, focada na formação emancipatória e cidadã, garantindo da ponte entre educação médio-superior;
 Ampliar a oferta de vagas em programas de pesquisa e extensão na graduação; fortalecendo o laço indissociável entre ensino, pesquisa e extensão;
 Proibir a circulação do capital estrangeiro nas universidades como forma de garantir qualidade e soberania sobre a educação brasileira;
 Estabelecer piso de 1/3 do corpo docente funcione em regime de dedicação exclusiva, com 40 horas semanais como forma de assegurar a qualidade;
 Ampliar pós-graduação stricto sensu;
 Estabelecer regime de colaboração para o ensino superior entre União, Estados e municípios para formação de professores. Ampliar esta parceria para outras esferas, possibilitando investimentos federais nas universidades estaduais que constituem grande número pelo país;
 Promover expansão e reestruturação das universidades estaduais, a partir de complementação orçamentária do governo federal, de maneira a garantir a possibilitar a formação de profissionais, não somente nas licenciaturas, mas em todas as áreas do conhecimento, por todo território brasileiro;
 Garantir a democratização da universidade brasileira, aprovando a composição paritária dos espaços de decisão das instituições, como os conselhos universitários, e a eleição direta para Reitor tanto no setor público como no privado;
 Aprovar a obrigatoriedade de fato do ensino médio brasileiro, corrigindo a defasagem serie-idade, e combatendo a evasão escolar com políticas de assistência estudantil e com a ampliação de programas como Bolsa Família, Projovem, transporte e merenda escolar aos estudantes desta modalidade de ensino;
 Promover a universalização da educação infantil de 0 a 3 anos na modalidade integral, extinguindo progressivamente o atendimento por meio de instituições conveniadas e garantindo aporte federal para ampliação e reforma de escolas e custeio com pessoal, assegurando seu atendimento por profissionais com nível superior e garantia de formação continuada.

III Congresso da Mudança - Movimento Estudantil – Proposta 04

Chegamos ao XIII Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) da UNE após um longo período de mobilizações deflagradas no último período. A partir do 51º Congresso e 12º CONEB e das resoluções neles aprovadas, travamos uma série de lutas que vieram desaguar em importantes conquistas para os estudantes e para os brasileiros como um todo. Contribuímos, inclusive, para a eleição da primeira mulher para a presidência da República. Tudo isso, no entanto, exige que muito mais venha ser feito.
A atual gestão da UNE iniciou seus trabalhos no calor dos debates sobre a descoberta das reservas de petróleo na camada do pré-sal. Na ocasião, lançamos mão de uma concepção cara, mas corriqueira entre nós: de que as riquezas nacionais devem ser investidas para a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Com isso, formulamos a bandeira de luta dos 50% do fundo social do pré-sal para a educação, fizemos dela a pauta principal que levou milhares de estudantes às ruas na jornada de lutas de 2010 e conseguimos que fosse aprovada por unanimidade no Congresso Nacional. Apesar do veto presidencial, vamos continuar na luta para que o pré-sal seja um dos componentes de financiamento da educação pública, gratuita e de qualidade.
Mobilizamos nossa rede e participamos ativamente da Conferência Nacional de Educação (CONAE) com o acúmulo de discussões do CONEB de Salvador. Naquele importante espaço de construção de políticas públicas, que contou com a participação de 2.700 delegados e um total de quatro mil pessoas na etapa nacional, conquistamos inúmeros apoiadores e fizemos um amplo coro pela aprovação de nossas propostas. O Sistema Nacional Articulado de Educação, a vinculação de 7% do PIB até 2011 e 10% até 2014, e, dentre as metas do Plano Nacional de Educação, a chegada em 2020 com 40% dos jovens no ensino superior, sendo 60% no ensino público foram as principais propostas que defendemos no evento e a aprovação do Fórum Nacional de Educação com participação da UNE na sua composição, garantindo o acompanhamento permanente das metas do Plano Nacional de Educação e a realização periódica da Conferência Nacional de Educação.
Durante as eleições presidenciais ocorridas em 2010, a UNE deu uma resposta à altura de seus 73 anos de história de combatividade em defesa de um país soberano, justo e propulsor de desenvolvimento econômico e social. Reunimos estudantes de todo o país entre os dias 22 e 25 de abril, no Rio de Janeiro, no 58º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE (CONEG), com a missão de definir resoluções políticas e posições da entidade sobre a conjuntura do país para o próximo período e definir a nossa posição nas eleições. Marcamos nossa atuação no processo eleitoral através da construção de uma plataforma que sintetizou a vontade de transformação social da juventude brasileira. O projeto “UNE pelo Brasil” foi instrumento pelo qual disputamos o processo eleitoral. Debates nas universidades, atos de entrega do projeto aos candidatos, passeatas em defesa da educação foram os meios utilizados pelos estudantes para pautar o processo eleitoral, sempre respeitando a independência e autonomia da UNE frente aos governos e aos partidos. Em síntese, 58º CONEG, demonstrou a capacidade de mobilização, de formulação e de construção da unidade dos estudantes ao aprovar o projeto uma plataforma capaz de alavancar a atuação dos estudantes brasileiros em uma disputa tão acirrada.
Recentemente, atraímos a atenção do Brasil todo ao lançarmos a pedra fundamental para a reconstrução da sede histórica da UNE. O ato político que contou com a presença do presidente da republica, parlamentares, ex-dirigentes da UNE e diversas lideranças do movimento social, reconheceu o crime cometido pelo Estado, quando os militares incendiaram nossa sede logo após o golpe que instaurou a Ditadura Militar no país, e tornou público a indenização pelo ocorrido. Ainda, o ato contou com a presença do célebre arquiteto Oscar Niemayer, que doou para os estudantes universitários brasileiros o desenho de nossa sede.
Mais força para o novo período
A UNE prova, mais uma vez, nesse processo de mobilização de seu 13º CONEB, que vitalidade não lhe falta. Neste CONEB a mobilização supera expectativas. Cada vez mais o movimento busca se organizar e se enraizar através de um calendário unificado do movimento estudantil brasileiro e do envolvimento das entidades mais próximas da base na definição das plataformas políticas que delineiam a ação da entidade. Consolidamos e ampliamos a rede do movimento estudantil ao fortalecermos a democracia interna da UNE, tornando corriqueira a construção de fóruns voltados a participação de centros e diretórios acadêmicos. Potencializamos ainda mais esses aspectos desde o XI CONEB, quando os estudantes ali reunidos aprovaram a eleição das bancadas de universidades para os Congressos da UNE por meio do voto. Isso fez com que durante o processo de mobilização para o último congresso dois milhões de estudantes de 92% das universidades brasileiras participassem do fortalecimento da UNE ao elegerem seus representantes para o evento. Realizar uma semana de intensa mobilização nas universidades, em março, é uma boa oportunidade para elevar esse fortalecimento em benefício da educação e dos estudantes brasileiros.
Movimento Estudantil – Unido, diversificado, contemporâneo e combativo
Quem fizer uma breve digressão ao passado recente do movimento estudantil poderá constatar os esforços realizados para corresponder às expectativas e anseios atuais dos estudantes e, sobretudo, abrir o escopo de suas pautas, abordar temáticas específicas, que interessam e afetam a vida dos estudantes do século 21.
O movimento tem buscado se oxigenar e criar formas de ação contemporâneas, que não descaracterizem o histórico de lutas dos estudantes e contemplem as novas manifestações que surgem no meio universitário. A democratização dos meios de comunicação, a ampliação do acesso à internet e o debate de saúde relacionado a questões comportamentais são alguns exemplos disso. Mas certamente a maior demonstração dessa realidade está expressa no sucesso que têm sido as Bienais de Cultura e Arte da UNE, espaço em que estudantes de todo o país podem mostrar seu talento artístico.
Realizada em conjunto com o Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb), a 7ª Bienal da UNE será maior da história, levou milhares de estudantes ao Rio de Janeiro, teve em torno de 900 trabalhos inscritos nas mais diferentes áreas e provou que são compatíveis as atividades culturais, de diversificação, com os fóruns deliberativos da entidade. O encerramento, com a tradicional “Culturata”, provou que cultura, irreverência e movimento estudantil têm tudo a ver e levam muita gente pra rua. A Bienal da UNE já se consolidou como o maior evento cultural juvenil do Brasil.
Se muito foi, mais vale o que será! Todos à Semana Nacional de Mobilização pelo PNE!
Tem gente que gosta de negar a luta dos estudantes do presente. Dizem que a atual geração de jovens é alienada, que não corre atrás para que as coisas mudem e preferem apenas pensar cada um no seu interesse. Nós achamos que não é assim. Acreditamos que somos filhos das lutas de antes e continuamos tendo objetivos transformadores. Para nós, a vontade de lutar continua intacta, embora as características dos estudantes e do movimento estudantil de hoje sejam diferentes. Saímos deste CONEB convictos de que a tarefa do momento é disputar o conteúdo do novo Plano Nacional de Educação de forma unitária com outros movimentos educacionais, apresentar emendas e disputar a melhoria do plano. Agora, é preciso ter clareza que a batalha no Congresso Nacional é muito adversa. A simples luta institucional não dará conta de garantir a vitória da pauta dos estudantes. O ano de 2011 precisa começar com a marca de luta dos estudantes. Portanto, construiremos uma grande Jornada de Lutas no mês de março, capaz de unir alunos, professores e movimentos sociais em defesa de uma educação à altura das necessidades deste novo Brasil que tenha como centro a bandeira de 10% do PIB para a Educação e 50% do Pré-Sal para a Educação. É essa a força que nos move! A força de transformar em realidade o sonho de um Brasil justo e soberano, com uma Educação à altura dos desafios do nosso povo!

III Congresso da Mudança - Conjuntura – Proposta 04

O 13º CONEB da UNE acontece em um momento muito frutífero para a consolidação de um projeto nacional de desenvolvimento democrático e popular. A crise da economia global só traz incertezas ao futuro da humanidade. Os Estados Unidos insistem numa agenda imperialista e de ameaças a diversos povos e nações.
Enquanto isso na Europa uma onda conservadora e neoliberal persiste nos governos. A América-latina, ao contrário, segue uma proposta mais determinada, altiva e soberana. No Brasil, mais uma vez o povo foi às urnas e derrotou o projeto neoliberal daqueles que no passado sucatearam os serviços públicos e venderam o país a preço de liquidação.
A vitória de Dilma Rousseff representa uma vitória para o povo, com a continuidade do projeto político em curso iniciado no governo Lula. O governo que inicia em 2011 traz uma característica que já vimos antes. Se de um lado a primeira presidente mulher eleita no Brasil carrega um sentimento de desenvolvimento econômico com justiça social e integração latino-americana aliado a novas perspectivas às mulheres; do outro, setores reacionários da política se organizam para impedir estes avanços, muitas vezes usando os meios de comunicação que difundem o conservadorismo e a criminalização das lutas populares.
O nosso papel nesta situação é fazer pressão pelas mudanças do Brasil. Devemos manter independência face ao governo e mobilizar os estudantes para lutar por medidas que combatam a pressão dos setores conservadores que tentam impor uma agenda regressiva ao governo: uma política econômica favorável ao desenvolvimento, democratização da mídia, eficiência do sistema de saúde, educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis, reforma agrária e reforma urbana para superar as mazelas da especulação imobiliária que testemunhamos hoje.
Devemos intensificar a cobrança por uma reforma política que supere o domínio econômico que vigora no processo eleitoral de hoje, assim como a exclusão das minorias oprimidas, possibilite o fortalecimento da participação popular, fortaleça os partidos políticos e sua democracia interna e não o personalismo político-eleitoral.
Este é o grande chamamento que este CONEB deve fazer: estudantes nas ruas para garantir direitos para o povo, para construir um país mais forte e desenvolvido, com soberania e liberdade ao nosso povo.

Comunicação no Brasil é mesmo uma Zorra Total

Zorra, substantivo feminino que significa barulho, ruído, confusão. Diz-se de qualquer organização malfeita, preferencialmente. Esta casa está uma zorra, a festa foi uma zorra, este departamento é uma zorra, diz-se de uma residência mal-arrumada, de uma festa barulhenta e incômoda ou de um setor de trabalho mal-organizado.
Não há melhor definição para o que é – ou como está – a comunicação no Brasil. Sobretudo no que diz respeito a concessões públicas de rádio e tevê, de propriedade de todos nós e que, portanto, não podem ser usadas para atender a grupos políticos, ainda que possam ser exploradas comercialmente.
Não se pode questionar, nem em pensamento, a premissa imperativa de que criações artísticas e culturais – e, em princípio, por pior que seja, toda criação de entretenimento assim deve ser considerada –, desde que não atentem contra ditames legais elementares relativos a direitos e garantias individuais e coletivos, sejam totalmente livres de censura.
Já o humor político, este é tão antigo quanto a civilização. O processo civilizatório da humanidade, porém, fez com que seja considerado imperativo, quando se faz humor com políticos usando meios que pertencem a cidadãos de todas as colorações políticas e ideológicas, que nenhuma dessas correntes seja poupada.
Não haveria mal em um programa humorístico com um quadro fazendo piada sobre o ex-presidente Lula se os autores do programa tomassem o cuidado de fazer o mesmo com José Serra, por exemplo, de forma a não usarem uma concessão pública para ridicularizar um político e poupar seus adversários, beneficiando-os por tabela.
A Globo, porém, não esconde a usurpação que fez de um meio público de comunicação, transformando-o em arma de luta política de partidos com os quais mantém uma aliança tácita, segundo sugerem fatos como o uso de programas humorísticos com viés partidário, atacando os adversários daqueles partidos.
Com o falecimento do humorístico global Casseta & Planeta por conta da audiência cadente, o que ocorreu devido a que o público daquele programa, mais intelectualizado, percebera que havia se transformado em arma política, restou na Globo só o Zorra Total, ganhador hors-concours de todos os “prêmios” de pior programa humorístico da TV brasileira e afeito a um público mais ingênuo, politicamente.
Zorra Total. Que nome poderia definir melhor o estado da comunicação no Brasil? Uma comunicação em que as concessões públicas foram privatizadas por partidos como o PSDB e o DEM através de acordos obscuros com a família Marinho, controladora do império global.
O público jamais verá, em um programa humorístico da Globo, um sósia de José Serra tentando, sem sucesso, eleger-se síndico de prédio, ou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso passeando com aliados, tais como o candidato tucano a presidente no ano passado, vestindo uma burca ou com uma caixa de papelão cobrindo a cabeça.
O humor político da Globo tem uma  direção só. Portanto, uma direção burra como a que o leitor verá na transcrição de quadro do programa Zorra Total do último sábado à noite, logo abaixo. Um produto de roteiristas que enxergam seu público como dotado de quatro patas e sem nenhum neurônio. Clique aqui e assista ao episódio.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Resoluções aprovadas no 13º CONEB da UNE

  
Entre os dias 14 e 17 de janeiro de 2010 aconteceu no Rio de Janeiro a 13ª edição do Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) da UNE. O Conselho aprovou resoluções que devem guiar o movimento estudantil no próximo período. Leia aqui os documentos

O tema central em debate no 13o. CONEB da UNE foi a elaboração de contribuições ao Plano Nacional de Educação, com o conjunto de metas que deverá guiar a Educação Brasileira de 2011 até 2020. Durante o encontro, Centros e diretórios acadêmicos de todo o país deliberaram sobre os próximos passos do movimento estudantil nas universidades brasileiras.
Baixe em PDF os documentos aprovados durante a plenária final, realizada na segunda-feira (17):

Conjuntura

Educação.pdf
Movimento_Estudantil


Da redação - UNE

Rede Globo envia helicóptero sem blindagem para cobrir operação policial e quase provoca uma tragédia

Na última segunda-feira pela manhã, uma operação da Polícia Civil com mais de 150 policiais invadiu os morros da Mineira, no Catumbi, e do Zinco, São Carlos e Querosene, no Estácio. Houve intenso tiroteio. Uma equipe da Rede Globo, no helicóptero conhecido como Globocop, sobrevoava o local para conseguir imagens, quando foi atingida por disparos. Danificada, a aeronave, graças à habilidade do piloto, conseguiu chegar ao Aeroporto de Jacarepaguá e aterrissar sem vítimas. Felizmente, os três tiros não atingiram áreas críticas do helicóptero e o piloto conseguiu salvar-se e à equipe. Ou então estaríamos lamentando a morte de todos.

De quem é a responsabilidade? Dos traficantes? Da polícia, que invadiu o território deles? Ou da Rede Globo, que envia uma equipe num helicóptero sem blindagem (o da Polícia Civil que controlava a operação era blindado) a uma área conflagrada, mesmo sabendo que
bandidos já derrubaram um helicóptero da polícia não blindado no Rio, no final de 2009?

Bom, aí teríamos mais um caso Tim Lopes, quando toda a culpa do acontecido caiu sobre os traficantes (cruéis assassinos de Tim), mas nada se falou sobre a responsabilidade da Rede Globo. A emissora deixou que o repórter voltasse ao Complexo do Alemão, embora seu rosto tenha sido exposto para todo o Brasil como o homem que ganhou o Prêmio Esso na categoria Telejornalismo,

com uma reportagem exibida no Fantástico denunciando o tráfico de drogas no... Complexo do Alemão. Continue a leitura, clicando aqui.

SAI PRIMEIRA CHAMADA DO PROUNI

Do IG

O Ministério da Educação divulgou, nesta sexta-feira, os candidatos aprovados em primeira chamada para o Programa Universidade para Todos (Prouni), que distribui 123.170 bolsas de estudo em aproximadamente 1,5 mil instituições de educação superior de todo o País. Nesta primeira fase, foram pré-selecionados 117.644 candidatos — 79.823 para bolsas integrais e 37.821 para parciais.
Neste ano, o programa criado em 2004 recebeu número recorde de inscrições:1.048.631 candidatos. No ano passado, foram 822 mil inscrições, até então a maior marca.


Os candidatos selecionados têm até 4 de fevereiro para comparecer à instituição de ensino na qual foram aprovados para confirmar as informações declaradas na inscrição e fazer a matrícula. Após esse prazo, caso ainda haja bolsas disponíveis, será feita uma segunda chamada de candidatos, em 11 de fevereiro. O programa oferece 80.520 bolsas integrais e 42.650 parciais, de 50% da mensalidade.

Uesb: Pós em Saúde Coletiva abre inscrições

Por Flávia Mota*

Profissionais da área de saúde ou afins tem mais uma chance de enriquecer o seu currículo através do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Saúde Coletiva, oferecido pelo Departamento de Saúde (DS), no campus de Jequié. Serão disponibilizadas 32 vagas e as inscrições podem ser feitas no período de 31 de janeiro a 4 de fevereiro de 2011.
Os interessados devem se dirigir ao Centro de Aperfeiçoamento Profissional (CAP) do campus, das 8 às 12 e das 14 às 18 horas. Como parte do processo de seleção, serão realizadas uma prova de conhecimento (eliminatória), a análise do Currículo Lattes e uma entrevista em grupo.
Confira outras informações acessando o Edital 007/2011, que traz ainda sugestões de referências para a prova de conhecimento. Para saber mais, entre em contato com o DS, através do telefone (73) 3528-9610.

Inscrições abertas para seleção dos alunos do Instituto Federal da Bahia – Campus Jequié.

As inscrições que  ocorrerem do dia 10 à 25 de janeiro, para o primeiro processo de seleção dos alunos do Instituto Federal da Bahia (IFBA) – Campus Jequié – , no site da instituição www.ifba.edu.br. A primeira seleção terá inscrição gratuita. As provas serão aplicadas no dia 20 de fevereiro e as aulas vão começar no dia 14 de março de 2011.

Os dois primeiros cursos do IFBA – Campus Jequié - são: Técnico em Informática e técnico em Eletromecânica, apontados como excelentes cursos profissionalizantes. Ao falar da importância do IFBA, o prefeito Luiz Amaral afirmou que Jequié está diante de uma de suas mais importantes conquistas, e que, por isso, toda a sociedade deve valorizar, cada vez mais, sua implantação no Município. “Certamente, o IFBA vai mudar a vida de muitos jovens de Jequié e da região”, disse o prefeito ao destacar a qualidade do ensino oferecido pelo Instituto.

Saiba um pouco mais sobre os cursos que serão oferecidos em Jequié:

Técnico em Informática

Atua em operação e programação de computadores, na instalação de redes, administração e manutenção de Hardware, bem como em treinamento e suporte aos usuários de computadores. Ao cumprir com a carga horária total, será atribuído o Diploma de Técnico em Informática, que possuirá, dentre outras, as seguintes competências: Instalar e configurar computadores, isolados ou em redes, periféricos e software; Selecionar programas de aplicação a partir da avaliação das necessidades do usuário; Aplicar linguagens e ambientes de programação no desenvolvimento de software; Identificar arquitetura de redes; Identificar os serviços de administração de sistemas operacionais de rede; Avaliar e especificar necessidades de treinamento e de suporte técnico aos usuários; Participar na construção de sistemas de apoio gerencial e produtivo.

Eletromecânica

Desenvolve atividades de coordenação e assistência técnica em planejamento, avaliação, controle, instalação, montagem e manutenção de sistemas eletromecânicos. Habilitado para: Coordenar tecnicamente equipes de trabalho que atuam na instalação, montagem e manutenção de máquinas e equipamentos em geral; trabalhar em processos industriais automatizados (automação industrial); adotar normas técnicas de saúde, higiene e segurança no desempenho de suas funções; inspecionar e executar o controle de qualidade; adotar normas técnicas, manuais, tabelas e especificações de catálogos no desenvolvimento de projetos, em processos de instalação e manutenção de máquinas e de equipamentos em geral; utilizar ferramentas assistidas por computador na elaboração de projetos ou na execução de programas de manutenção; elaborar custos de manutenção de máquinas e equipamentos (relação custo-benefício); avaliar as características e propriedades dos materiais; realizar atividades de programação e orientação na execução de peças, componentes e máquinas eletromecânicas.

O IFBA – Campus Jequié – foi construído no bairro da Cidade Nova através parceria envolvendo a Prefeitura Municipal e o Governo Federal.


Fonte: Assessoria de Imprensa da PMJ.

EDUCAÇÃO: A VOLTA DA INDICAÇÃO POLÍTICA NA REDE MUNICIPAL DE JEQUIÉ

- Por Tiago Henrique, jornalista
A vacância do cargo de diretor da Escola Municipal Adolfo Ribeiro se deu devido ao pedido de exoneração da professora Waldirene, diretora da escola há dois anos, dessa forma, os professores iniciaram um processo de discussão, sobressaltados com a possibilidade da indicação política, e entregou à senhora Secretária de Educação um documento, assinado pela comunidade escolar, indicando o nome do novo diretor da escola. No entanto, para a surpresa de todos, aconteceu o que a comunidade temia: a indicação política. 
É bom lembrar que, em campanha, o prefeito Luiz Amaral comprometeu-se com a categoria, que se eleito, convocaria as eleições diretas para os cargos, no entanto, já na metade do mandato o compromisso ainda não se efetivou.
A APLB/Sindicato conclama os trabalhadores a repudiarem definitivamente essa prática e não aceitar nenhum tipo de substituição de indicação nas escolas sem antes passar pela comunidade escolar. 

Fonte: Gicult

MIRIAN ROTANDANO, SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DE JEQUIÉ, DESCONHECE REIVINDICAÇÃO DOS PROFESSORES

Mirian Rotandano, Sec. Mun. de Educação de Jequié. Foto: Gicult
Mirian Rotandano, Sec. Mun. de Educação de Jequié. Foto: Gicult


Em todo Brasil, os sistemas educacionais se preparam para iniciar o ano letivo. Para falar sobre a realidade da rede municipal de Jequié e a reivindicação dos professores – a reposição das perdas salariais antes de iniciar as aulas -, o GICULT entrevistou a Secretária de Educação Mirian Rotandano.
GICULT: Como estão os preparativos para o início do Ano Letivo de 2011?
MIRIAN ROTANDANO: Estamos organizando toda rede e preparando a gestão da merenda escolar, conforme a orientação do FNDE, cujos técnicos vieram em Jequié em dezembro passado. Não haverá mais empresa terceirizada. Também estamos fazendo a reforma de algumas escolas. O Ano Letivo está previsto para iniciar no dia 21 de fevereiro.
GICULT: As reformas nas unidades de ensino têm condições de terminar antes desta data?
MIRIAN: Não tem condições de terminar. Temos menos de 40 dias. Em alguns casos haverá licitação. Isso demora um pouco. Onde não forem concluídos os serviços de reforma até o dia 21, vamos dar continuidade.
GICULT: Existe na base dos professores uma discussão a respeito da campanha salarial. No ano passado, o governo não deu nenhuma reposição salarial, apenas um abono (verba indenizatória), depois da greve. Diante disso, em assembléia geral no mês de dezembro, eles tomaram a decisão de só iniciar o ano letivo de 2011 depois que a prefeitura conceder o reajuste salarial. O governo já tem alguma proposta para negociar?
MIRIAN: Esta notícia sobre a decisão do professores é uma surpresa para mim. O prefeito, a Secretária de Educação, da Fazenda, toda equipe está se preparando para discutir a reposição salarial com a APLB-Sindicato, neste mês de janeiro. Vamos apresentar todas as contas e orçamento da prefeitura e também a previsão do Fundef. Todos sabem que o governo continua pagando o abono e o salário dos professores em dia. Acredito na responsabilidade dos professores e na continuidade das negociações.
GICULT: Essa decisão dos professores – de não iniciar o ano letivo sem aumento salarial - é um fato. Aconteceu no dia 14 de dezembro passado, numa assembléia geral no IERP. O que a Prefeitura e a secretária vão fazer?
MIRIAN: Nós não recebemos nada oficialmente. Esta é uma noticia que você está me passado agora em primeira mão. Não recebemos este encaminhamento da diretoria da APLB-Sindicato. Por isso que acredito que pode ser especulação, pois não recebi nada oficial. O prefeito também não recebeu. O que muito me admira nesse momento é que no foi acordado com o Sindicato que a prefeitura entraria em contato com os professores agora janeiro para discutir o reajuste do salário dos professores.
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Assembléia geral dos professores da rede municipal de Jequié
Na próxima terça-feira, dia 1º de fevereiro, os professores do município de Jequié realizarão uma assembléia geral em sua sede, a partir das 9h.
Pauta: a) Campanha Salarial; b) Inicio do ano letivo; c) Encaminhamentos.

Fonte: Gicult

Manifestação em Cairo

 

A violência dos protestos levou o presidente Hosni Mubarak a decretar um toque de recolher em todo o país. Mas os manifestantes desafiaram a medida e continuaram protestando nas ruas da capital Cairo.

De Norte a Sul, Aumento no preço do Buzu!!!

Por Jonatas Thiago de Souza .
“Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater”

 Todos os anos no período de férias observamos as mesmas cenas se repetirem de norte a sul do país. Estudantes e trabalhadores saem às ruas em protesto contra o aumento de passagens.             

 Este ano não foi diferente, é só passar as festas que o Movimento Estudantil se organiza para ir às ruas, pois um novo aumento é anunciado. Tais atos, porém, muitas vezes acabam de forma lamentável, com estudantes agredidos por aqueles que deveriam nos proteger. Foi assim na semana passada, quando estudantes de João Pessoa se organizavam para o segundo grande ato do ano contra o aumento de passagem, a favor do passe livre. Mas dessa vez os empresário do transporte público decidiram revidar e colocaram seus capangas, contra os estudantes. partem para cima dos estudantes com uma violência inimaginável. Foi nesse ato que um militante da FENECO foi agredido e teve que se ausentar da manifestação. Em nenhum momento os estudantes tinham como objetivo um confronto.
 
Nossa solidariedade se estende também aos estudantes de São Paulo, que tiveram suas mobilizações duramente reprimidas pela polícia militar. Em cenas também impressionantes podemos ver policiais atirando a “queima roupa” contra os estudantes e com armas letais em punho. Deparamos-nos aí com tamanha violência e percebemos mais uma vez, em muitas cidades, o Estado repressor aliado aos empresários de transporte não somente no momento de sancionar um novo aumento. Estes gestores públicos têm suas campanhas patrocinadas por estes empresários que passada as eleições cobram atitudes como essa.

Não muito distante, em nossa capital Salvador, Estudantes se organizam em manifestações, contra o Aumento da Tarifa urbana e pelo PASSE LIVRE.
Em nossa Capital tiraram do Baú a Revolta do Buzu e deram lhe um novo nome: Movimento Exu Tranca Ruas, deu certo, através das redes sociais (Facebook, Orkut, Twitter etc.) Em tempos de férias, houve enorme repercussão e um renascimento do espírito de Luta da sociedade civil,que juntou se aos estudantes em protestos e estão em fase de uma vitoria histórica contra os empresariados, cartas de reivindicações foram entregues ao prefeito João Henrique,  A Luta nas capitais não para.

Agora me pergunto, e porque nos omitimos tanto? Temos que ter a mesma rebeldia, afinal somos vitimas dos mesmos descasos, com as mesmas jogatinas empresas x governos.
Falando em jogo empresário, Durante essa semana fiquei abismado, ao sentar em uma roda de amigos estudantes para tratar o tema Mobilidade urbana, e descobri que o cidadão ilheense ainda sofrera bastante se ao não houver união dos movimentos e da sociedade.

Contrato de 2003, celebrado entre o município de Ilhéus e as empresas de Transporte publico, garante legalmente reajuste anual de tarifa por 30 anos seguidos, lógico que esse acordo, perdão contrato, foi feito a “miúda” para que nós, sociedade nada ficássemos sabendo, tanto foi que só agora depois de 7 anos de tal feito, tivemos conhecimento.

Entramos 2011, e abrimos o ano com reunião do Conselho Municipal de Transporte de Ilhéus para avaliar o valor a ser acrescido no já robusto preço da tarifa, e quem irá pagar o Preço?


    Nesse momento de dor e revolta, fazemos um chamado a todos e todas estudantes e demais cidadãos . Lutemos pelos nossos direitos, TRANSPORTE PÚBLICO não deve ser tratado como mercadoria. O transporte coletivo é fonte de muito dinheiro para empresários, propaganda para politiqueiros, e principalmente uma forma de excluir a maior parte da população. As grandes empresas de ônibus têm monopolizado os serviços de transporte, onde as prefeituras entregam nas mãos dos empresários a gerência do sistema de transportes.

É nosso direito, garantido na constituição de ir e vir. Mais do que lutar contra os aumentos (quase todos abusivos, muito acima de inflação e sem correspondente na melhora do serviço) temos que lutar a favor do PASSE LIVRE e pela municipalização das empresas de transportes. Em capitais como Salvador, onde a passagem tem custo elevado, trabalhadores e estudantes que moram na periferia são obrigados a gastar enormes quantias para se deslocar ao centro da cidade.

Tal analise, só evidenciam a necessidade de nos organizarmos e agirmos.

  A hora é agora. Vamos transformar nossa dor em revolta. Podemos construir um transporte que não exclua ninguém. Podemos e devemos decidir como o sistema deve funcionar.
        

¹ Graduando em Ciências Econômicas – UESC, Turismologo pela IF Baiano.

Julian Assange responde à Blogosfera



Reproduzo, abaixo, a entrevista que o ciberativista australiano Julian Assange concedeu à jornalista Natalia Viana, que tem um blog hospedado no portal da revista Carta Capital e que propôs à blogosfera que estimulasse seus leitores a enviarem perguntas ao editor do Wikileaks. Leia as respostas de Assange às perguntas que a jornalista selecionou e lhe enviou.
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Vários internautas - O WikiLeaks tem trabalhado com veículos da grande mídia – aqui no Brasil, Folha e Globo, vistos por muita gente como tendo uma linha política de direita. Mas além da concentração da comunicação, muitas vezes a grande mídia tem interesses próprios. Não é um contra-senso trabalhar com eles se o objetivo é democratizar a informação? Por que não trabalhar com blogs e mídias alternativas?
Por conta de restrições de recursos ainda não temos condições de avaliar o trabalho de milhares de indivíduos de uma vez. Em vez disso, trabalhamos com grupos de jornalistas ou de pesquisadores de direitos humanos que têm uma audiência significativa. Muitas vezes isso inclui veículos de mídia estabelecidos; mas também trabalhamos com alguns jornalistas individuais, veículos alternativos e organizações de ativistas, conforme a situação demanda e os recursos permitem.
Uma das funções primordiais da imprensa é obrigar os governos a prestar contas sobre o que fazem. No caso do Brasil, que tem um governo de esquerda, nós sentimos que era preciso um jornal de centro-direita para um melhor escrutínio dos governantes. Em outros países, usamos a equação inversa. O ideal seria podermos trabalhar com um veículo governista e um de oposição.
Marcelo Salles – Na sua opinião, o que é mais perigoso para a democracia: a manipulação de informações por governos ou a manipulação de informações por oligopólios de mídia?
A manipulação das informações pela mídia é mais perigosa, porque quando um governo as manipula em detrimento do público e a mídia é forte, essa manipulação não se segura por muito tempo. Quando a própria mídia se afasta do seu papel crítico, não somente os governos deixam de prestar contas como os interesses ou afiliações perniciosas da mídia e de seus donos permitem abusos por parte dos governos. O exemplo mais claro disso foi a Guerra do Iraque em 2003, alavancada pela grande mídia dos Estados Unidos.
Eduardo dos Anjos - Tenho acompanhado os vazamentos publicados pela sua ONG e até agora não encontrei nada que fosse relevante, me parece que é muito barulho por nada. Por que tanta gente ao mesmo tempo resolveu confiar em você? E por que devemos confiar em você?
O WikiLeaks tem uma história de quatro anos publicando documentos. Nesse período, até onde sabemos, nunca atestamos ser verdadeiro um documento falso. Além disso, nenhuma organização jamais nos acusou disso. Temos um histórico ilibado na distinção entre documentos verdadeiros e falsos, mas nós somos, é claro, apenas humanos e podemos um dia cometer um erro. No entanto até o momento temos o melhor histórico do mercado e queremos trabalhar duro para manter essa boa reputação. Clicando aqui, lerá o restante da matéria.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Calourada Acadêmica UESC/2011

A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) receberá os novos alunos aprovados no Vestibular 2011, que terão acesso aos 33 cursos de graduação (licenciatura e bacharelado) oferecidos pela Instituição. Com o objetivo de integrar e acolher os calouros, a UESC realizará a Calourada Acadêmica 2011/1, coordenada pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), juntamente com os colegiados dos cursos, os departamentos e o Diretório Central dos Estudantes (DCE).  
Durante a primeira semana letiva, de 21 a 25 de fevereiro, acontecerão atividades culturais e mostra acadêmica sobre a estrutura e funcionamento da Universidade.

Veja a Programação por Colegiado

Sergio Amadeu: "Ana de Holanda e ECAD atacam política de Lula"

O movimento de software livre, de recursos educacionais abertos e os defensores da liberdade e diversidade cultural votaram em Dilma pelos compromissos que ela afirmou em defesa do bem comum. No mesmo dia que a Ministra Ana de Holanda atacou o Creative Commons retirando a licença do site, a Ministra do Planejamento Miriam Belquior publicou a normativa que consolida o software livre como a essência do software público que deve ser usada pelo governo. É indiscutível o descompasso que a Ministra da Cultura tem em relação à política de compartilhamento do governo Dilma. O artigo é de Sergio Amadeu da Silveira.

Os defensores da indústria de intermediação e advogados do ECAD lançam um ataque a política de compartilhamento de conhecimento e bens culturais lançada pelo presidente Lula. Na sua jornada contra a criatividade e em defesa dos velhos esquemas de controle da cultura, chegam aos absurdos da desinformação ou da mentira.

Primeiro é preciso esclarecer que as licenças Creative Commons surgiram a partir do exemplo bem sucedido do movimento do software livre e das licenças GPL (General Public Licence). O software livre também inspirou uma das maiores obras intelectuais do século XXI, a enciclopédia livre chamada Wikipedia. Lamentavelmente, os lobistas do ECAD chegam a dizer que a Microsoft apóia o software livre e o movimento de compartilhamento do conhecimento.

Segundo, o argumento do ECAD de que defender o Cretaive Commons é defender grandes corporações internacionais é completamente falso. As grandes corporações de intermediação da cultura se organizam e apóiam a INTERNATIONAL INTELLECTUAL PROPERTY ALLIANCE® (IIPA, Associação internacional de Propriedade Internacional) e que é um grande combatente do software livre e do Creative Commons. O Relatório da IIPA de fevereiro de 2010 ataca o Brasil, a Malásia e outros países que usam licenças mais flexíveis e propõem que o governo norte-americano promova retaliações a estes países.

Terceiro, a turma do ECAD desconsidera a política histórica da diplomacia brasileira de luta pela flexibilização dos acordos de propriedade intelectual que visam simplesmente bloquear o caminho do desenvolvimento de países como o Brasil. Os argumentos contra as licenças Creative Commons são tão rídiculos como afirmar que a Internet e a Wikipedia é uma conspiração contra as enciclopédias proprietárias, como a Encarta da Microsoft ou a Enciclopédia Britânica. Clique aqui e continue a leitura.

Escute a presidente, secretário!

A ideia que subjaz ao conceito de choque de ordem que está sendo proposta para corrigir as mazelas da Educação no Rio de Janeiro, ao que me parece, traz em si uma visão que contraria as melhores possibilidades de ser oferecida a educação pública, democrática, de qualidade socialmente referenciada, laica e universal que é devida à população de nosso Estado.
Só o fato de serem agrupadas, sob este rótulo, as medidas a serem levadas a efeito para o setor educacional, já sugere que são concebidas com um caráter impactante, imediato, rápido, conflituoso, metódico, disciplinar, preceitual,…, que tragam “pronto restabelecimento” para o doente em estado tão grave, no caso, a educação escolar oferecida pela rede oficial estadual.
Depois do que vimos pela TV quando da tomada do Alemão, numa alegoria tresloucada, posso imaginar que talvez fosse assim o novo Choque: coloque-se o “salvador” Bope Educativo (inspetores, julgadores, avaliadores, controladores…) para invadir as escolas, à mostra, posturas de quem tem certezas já sabidas e culpados já encontrados a priori; e de lá sairão correndo, fugidos, os responsáveis pelo fracasso da ação educativa, os maus profissionais da educação. Porta afora, sairão ofegantes, atravessando a estrada mais próxima, a caminho de casa, entristecidos uns, revoltados outros, incrédulos outros tantos…
Nem o caminho do sindicato será buscado, pois, diferentemente de outros tempos, parece que não tem havido uma relação mais estreita entre os profissionais e suas entidades. E os responsáveis pelo choque da ordem poderão fincar, bem no hall de entrada, a bandeira de sua produção documental (novas portarias, propostas curriculares, exigências, editais,…), anunciarão a boa nova, que é chegado um novo tempo, de paz, de produtividade, de estímulo às melhores competências exigidas dos alunos pelo mercado, tempos de separar o joio do trigo, tempo de prêmios, de uma nova ordem, enfim.
Do meu ponto de vista, a Educação não necessita nem de choque nem de ordem, que dirá de choque de ordem! A Educação não pode ser vista como um bom negócio que se faz rapidamente, diante da sagacidade de quem tem habilidade para fazer crescer lucros e oportunidades. A Educação não precisa (muito pelo contrário!) de que seja estimulada a competição entre os profissionais da educação, como tem sido comum nos últimos tempos. Clique aqui e continue a leitura.

CONEB: ProUni e suas bandeiras de luta em debate

A oportunidade de ingresso ao ensino superior em instituições privadas foi tema de debate durante o 13º CONEB da UNE

O 13º CONEB da UNE, no último domingo (16), reuniu cerca de 200 estudantes para o debate 14 com o tema “ProUni – Diagnóstico e Bandeiras de Luta”. O Programa Universidade para Todos, criado em 2004 durante o governo Lula, oferece bolsas de estudos em instituições de educação superior privadas, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior. Desde criação, o programa já beneficiou mais de 700 mil estudantes de baixa renda.
Mediada pelo presidente do DCE da Universidade Paulista e membro da comissão do ProUni Márcio Bico, a mesa trouxe para o debate a mestre em educação pela PUC-SP e ex vice presidente da UNE Fabiana Costa e o presidente do sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio de Janeiro e membro da Comissão Nacional de Acompanhamento do ProUni, Wanderley Quêdo. Eles discutiram os avanços e as prioridades do programa que mudou o rumo da educação superior no Brasil.
Vice presidente da UNE no momento da criação do programa, Fabiana Costa fez um balanço do crescimento da educação em relação ao programa e discorreu sobre sua pesquisa de finalização de mestrado, quando acompanhou o perfil dos estudantes prounistas da PUC-SP fazendo um estudo minucioso como do rendimento dos alunos bolsistas, que hoje é comprovado igual ou superior aos demais alunos.
Quêdo sugeriu a união dos prounistas com a instalação da Comissão Nacional de Acompanhamento do ProUni, em todos os Estados do Brasil. “ O programa é um projeto histórico, porém ainda não é a solução. Ele necessita ser acompanhado e precisa da participação ativa de todos estudantes”, afirmou .
A bolsa permanência na universidade, o excesso de documentos para a comprovação de renda e a qualidade do ensino oferecido nas universidades particulares entraram em pauta. Segundo Quêdo, 72% das matriculas do ensino superior está no setor privado, o que mostra um crescimento educacional desordenado. “Cabe à sociedade civil estudantil cobrar a regulamentação e a qualidade do ensino privado, que muitas vezes transforma o professor em acompanhador e não mestre”.
A UNE realizou, durante o último ano, diversos encontros de estudantes prounistas por todo o país, discutindo as questões prioritárias para a continuação e a qualidade do programa “ É importante que os DCEs e CAs tomem a iniciativa de realizar encontros de prounistas”, relembrou Márcio.
A platéia, constituída em sua maioria por bolsistas de universidades particulares, não só debateram as questões como relataram suas mudanças de vida através do benefício. “Com o ProUni tive a oportunidade de ingressar no nível superior e, independente da minha situação socioeconômica, tenho a chance de realizar meu sonho e cursar uma universidade”, relatou o estudante de farmácia da UNOESTE de Presidente Prudente-SP, Antonio Bonfim.
“Não queremos mais desperdiçar as grandes mentes brasileiras por falta de acesso a universidade”, afirmou Fabiana, que participará da programação do Buteco Literário da 7ª Bienal da UNE apresentando seu livro “ProUni: o olhar dos estudantes beneficiados”, no dia 21 de janeiro às 17h.

Thatiane Ferrari
 - Portal da UNE

Financiamento para projetos de pesquisa: inscreva-se!

O ano de 2011 começa com uma ótima oportunidade para pesquisadores de diversas áreas do saber. A Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) da Uesb acaba de divulgar o Edital Nº 005/2011 que abre inscrições para a seleção de financiamento interno de projetos de pesquisa voltados para docentes dos três campi da Instituição. Agora é hora de se programar e encaminhar as propostas.

As inscrições estão abertas no período de 1º de fevereiro a 11 de março, aos respectivos setores: Gerência de Pesquisa, em Vitória da Conquista; Assessoria de Pós-Graduação, no campus de Jequié; e Assessoria Acadêmica, em Itapetinga. Todos os projetos devem ser encaminhados conforme as especificações por área de conhecimento definidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os recursos são na ordem de 700 mil reais, que serão distribuídos em diferentes modalidades. 

Para mais esclarecimentos, entre em contato com a PPG, pelo telefone (77) 3424-8601. Saiba mais detalhes, clicando aqui.


Assessoria de Comunicaçãoda UESB

Quem se responsabiliza por violações de mulheres?

A detenção de dez soldados congolenses acusados de saquear barracas e violentar pelo menos uma dúzia de mulheres no distrito de Fizi, no começo deste mês, não são suficientes para tranquilizar a sociedade civil local. Os militares estavam na área como parte da operação de paz Amani Leo, conduzida pela Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco) em conjunto com as Forças Armadas do país.A detenção de dez soldados congolenses acusados de saquear barracas e violentar pelo menos uma dúzia de mulheres no distrito de Fizi, no começo deste mês, não são suficientes para tranquilizar a sociedade civil local. Os crimes foram cometidos no dia de Ano Novo por soldados que estavam na área como parte da operação de paz Amani Leo, conduzida pela Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco) em conjunto com as Forças Armadas do país.


No final de dezembro, um soldado acusado de apunhalar um jovem foi assassinado por vizinhos furiosos. Depois, os membros da unidade se vingaram contra a população civil de Fizi, uma região localizada à margem do Lago Tanganica, na província de Kivu do Sul. Segundo Gaius Shabilepa, jornalista da Radio Messenger of the People, que transmite a partir de Uvira, a 60 quilômetros de Fizi, “os soldados se vingaram contra os bens das pessoas, destruindo tudo à sua volta, e piorando a situação de segurança já frágil por vários grupos de soldados operando nos povoados e nas florestas vizinhas”.

Por telefone, Marie Kaleba, da não governamental Popularise Women’s Rights, com base em Fizi, disse à IPS que “além da afluência de pessoas refugiadas devido à grave situação humanitária vivida em alguns povoados, a falta de apoio às mulheres violentadas pelos soldados pode agravar a situação das sobreviventes”.

Marie afirmou que as autoridades nada fizeram. Um funcionário local, que não quis se identificar, disse à IPS que “um cálculo rápido revela que mais de cem mulheres foram violentadas por soldados” e que mais de 500 pessoas que fogem de seus povoados são obrigadas a suportar condições deploráveis por mais de uma semana sem ajuda. “Faltam recursos aos funcionários locais para ajudar”.

A organização Médicos Sem Fronteiras garantiu que tratou mais de 30 mulheres por ferimentos sofridos durante as violações. O porta-voz da Organização das Nações Unidas, Martin Nesirky, disse que o informe provisório da Monusco registra 13 violações e 19 vítimas de outros tipos de abusos, bem como saque de 14 barracas. As graves acusações de violações dos direitos humanos destacam as recorrentes críticas à Operação Amani Leo – nome que significa “paz agora” em língua swahili -, quehttp://www.flickr.com/photos/julien_harneis/ tenta recuperar o território sob controle rebelde no leste da RDC e garantir a segurança dos civis.

“O nome da operação militar mudou, mas a situação permanece igual: as mulheres continuam sendo assassinadas, mutiladas, abusadas como animais”, disse à IPS Immaculée Birhaheka, em junho. Ela é coordenadora da não governamental Promotion and Supoort for Women’s Initiatives. Dioa Taheru, porta-voz da Monusco em Fizi, disse por telefone à IPS que “o governo e a hierarquia militar têm de tomar medidas para punir os soldados responsáveis, já que a Organização das Nações Unidas (ONU) é apenas um sócio e não pode ser um substituto das autoridades congolesas”.

Dioa disse que “estas graves violações dos direitos humanos por parte de soldados do Congo não são as primeiras. Vários casos já foram informados às patrulhas das Nações Unidas para a proteção dos civis nesta área, diante do silêncio das autoridades locais. A missão da ONU não pode assumir a responsabilidade”. Em agosto, a Monusco recebeu fortes críticas depois que grupos rebeldes violentaram mais de 300 mulheres em outra parte do leste da RDC, apesar da presença de uma base da missão a poucos quilômetros de distância.


Por: Revista Fórum