Por Thalles Gomes
de Aracaju/SE
Da Página do MST
Mais de 400 pessoas lotaram o auditório do IFS (Instituto Federal de Sergipe), na tarde desta terça-feira (2/2) para prestar sua solidariedade ao povo venezuelano.
"Há exatos 12 anos começamos a resgatar a dignidade da Venezuela. Eliminamos todo o analfabetismo e incentivamos um amplo processo de reformas e de participação popular. Houve tentativas de golpe da direita, boicote petrolífero e ataques do imperialismo, mas resistimos e avançamos, porque temos o povo à frente de todo o processo", afirmou o embaixador venezuelano.
Além de Sánchez, estavam presentes representantes do governo sergipano, centrais sindicais, movimentos de luta pela moradia, estudantes secundaristas e universitários, além dos movimentos que compõem a Via Campesina Brasil - responsável pela organização do ato.
"Por que um ato em solidariedade ao povo venezuelano?", indagou Alexandre Conceição, coordenador da Brigada Internacionalista do Via Campesina na Venezuela. "Porque ao eleger Chávez, que foi o primeiro presidente a aplicar uma plataforma de governo claramente anti-neoliberal, o povo venezuelano mudou os rumos da trajetória da América Latina e abriu as portas para que os povos de outros países do continente elegessem governos progressistas. A partir do exemplo venezuelano, nós nos tornamos menos regionalistas, menos nacionalistas e mais latino-americanos", concluiu Alexandre.
João Daniel, militante do MST recém empossado deputado estadual de Sergipe, ressaltou que mesmo o menor estado da federação também possui trabalhadores solidários à causa bolivariana e sempre "alertas para defender a construção do sonho da Pátria Grande, de uma América Latina forte e nas mãos da classe trabalhadora".
A jovem Nerivânia, militante do MST/SE, entregou ao embaixador Maximiliam Sánchez uma bandeira do MST como forma de reafirmar o compromisso de solidariedade entre os movimentos sociais brasileiros e o povo venezuelano.
Nerivânia é filha de trabalhadores rurais Sem Terra, formada em agronomia e mestranda em Agroecologia na Venezuela, por meio de uma parceria entre o governo daquele país e a Via Campesina Brasil.
O ato teve transmissão ao vivo para toda a América Latina por meio da Telesur, mais uma iniciativa do processo bolivariano
Desde a Venezuela, Chávez não deve ter escondido sua satisfação ao escutar o coro final das centanas de trabalhadores e trabalhadoras em Aracaju: "Adeus, adeus, adeus imperialista, a América Latina vai ser toda socialista!"
(Fotos: Ronaldo Sales)